25 de ago de 2010

Grande Belém abriga mil ‘terreiros’ afros

Grande Belém abriga mil ‘terreiros’ afros



Edição de 22/08/2010


MAPEAMENTO Religiões de matriz africana são catalogadas em pesquisa nacional
 
       Mesmo quase desconhecidos da população, terreiros de religiões afro brasileiras estão espalhados pela Região Metropolitana de Belém (RMB). Umbanda, candomblé, tambor de mina, pena, maracá e pajelança são algumas destas denominações religiosas que são pesquisadas pelo projeto "Mapeando o Axé" e, a partir de agora, podem ganhar maior visibilidade.

       Até o mês de julho, o projeto já havia mapeado 945 terreiros religiosos de origem africana na RMB. A expectativa é superar a marca de 1 mil terreiros, segundo expectativa do projeto, praticamente o mesmo número registrado na cidade de Salvador (BA). Lideranças religiosas afro-brasileiras da capital veem no mapeamento uma forma de ganhar destaque para as ações desenvolvidos pelos terreiros, já que estas religiões ultrapassam a religiosidade para contribuir de muitas maneiras com sua comunidade de entorno.

       "Mapeando o Axé: pesquisa socioeconômica e cultural de povos e comunidades tradicionais de terreiro" é um projeto patrocinado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura), com execução do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Além de Belém, única cidade amazônica a ser mapeada, o projeto é realizado nas cidades de Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ), nas quatro primeiras, sob responsabilidade da ONG Filmes de Quintal.

http://www.orm.com.br/oliberal/oliberal_digital/assine.html

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